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Resumos
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Escrito por Eduardo G. R. de Arruda
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Ter, 24 de Março de 2009 22:38 |
Tudo começa com a morte do Ocidental, que é morto em um confronto entre os seqüestradores de seu filho, que ele tinha ido pagar o resgate, e a policia, ao ver isso em um jornal o Narrador (diplomata aposentado) se lembra de que conhecia o ocidental e então se lembra também de uma vez que um brasileiro havia se perdido na Mongólia (desaparecido) e ele teve de mandar o ocidental, ao lembrar disso ele lembra de uma pasta onde o ocidental o tinha entregado e nela tinha o diário do OCIDENTAL e os diários (02) do desaparecido, daí ele começa a ler e contar a história, o ocidental que na época era o vice-cônsul do Brasil na China, atrás desse brasileiro na Mongólia, mas ele não quer ir, mas vai obrigado, o ocidental critica e fala mal da cultura tanto chinesa como mongol o livro inteiro, pois as acha inferior a dele, como foi forçado a ir o ocidental vai para a Mongólia, ao chegar lá ele vai para o hotel, a cidade onde ele fica é ULAANBAATAR, e marca de se encontrar com GANBOLD, esse que foi o primeiro guia do desaparecido na Mongólia, ele entrega ao ocidental as coisas do desaparecido, que é uma mochila de roupas e um (01) DIÁRIO com a letra muito ruim que o desaparecido escrevia, ao longo do livro o diário vai sendo lido, esse GANBOLD conta que fizera a viagem com o desaparecido e que após acabar a viagem e o dinheiro do desaparecido terem acabados, esse iria embora, ele o deixou no aeroporto, mas GANBOLD não sabia que havia dado problema no registro do desaparecido, então o ocidental pede para falar com o outro guia (Purevbaatar), esses dois estavam brigados pois um jogava a culpa no outro, ao chegar na casa do Purevbaatar o ocidental perguntou como ele conheceu o desaparecido e porque tinha o levado para os montes Altai onde o desaparecido queria tirar umas fotos, esse o levou mas o desaparecido acabou se perdendo, Purevbaatar só tinha conseguido resgatar as coisas do desaparecido e ele procurou GANBOLD para avisar o Brasil que o desaparecido tinha se perdido, mas foi mal tratado pelo PAI do Desaparecido, então ele guardou as coisas, o Ocidental estava decidido a ir atrás do desaparecido, então ele contrata Purevbaatar para guiá-lo até onde o desaparecido havia sumido, Purevbaatar aceita, mas cobra caro, então Purevbaatar entrega ao ocidental o PASSAPORTE e o SEGUNDO DIÁRIO, apartir daí o ocidental já ficou com o pé atrás com Purevbaatar, pois esse só depois do ocidental o contratar entregou o resto das coisas, o ocidental começa ler os diários e começa a perceber uma fascinação do desaparecido por uma deusa tântrica, ele descreve a deusa e conta sua história, e também descobre uma historia onde uma MONJA (sim uma mulher monge) teria salvado a vida de um DORJ KHAMBA, que era uma das pessoas mais importantes na hierarquia budista, ela o salvou da morte quando o ajudou a fugir da Mongólia na época em que essa era COMUNISTA e os comunistas teriam mandado destruir o BUDISMO MONGOL, ela o leva atrás de um caminho secreto nas montanhas ALTAI, e lá ele tem uma visão onde Narkhajid teria lhe mostrado o ponto fraco do budismo que era o ANTI-BUDA, no livro ele fala como é organizado esse tipo de budismo, fala da hipocrisia que existe nela, fala sobre os rituais que envolvem relações sexuais e etc, mas essa MONJA teria sido entregue a esse DORJ KHAMBA em um ritual (onde havia relação sexuais) ela ficou decepciona com a hipocrisia e saiu do convento e foi morar em uma montanha, quem contou essa história foi uma MONJA que depois os Ocidental foi procurá-la mas ninguém sabia quem ela era (??), a história também fala que esse KHAMBA escreveu em um papel onde estava esse ANTI-BUDA, então o Ocidental vai procurar o desaparecido junto com Purevbaatar, eles pegam um avião e vão para ALTAI, lá o motorista BAUAA os levam para o hotel, chegando lá ele descobre que sua reserva fora cancelada, então o ocidental tem que ficar hospedado em um hotel mulanbento de chineses, em ALTAI ele conhece os pais de Purevbaatar, e esses junto com um primo de Purevbaatar falam pra ele procurar os parentes da mãe de Purevbaatar, o ocidental não entende e fica achando que Purevbaatar está se aproveitando da viagem para encontrar a família, eles seguem viagem e eles param para almoçar em um lugar onde o ocidental descreve como muito bonito, esse esta engasgado com a história de Purevbaatar aproveitar-se da viagem para ver a família, ele então desabafa com Purevbaatar que fica irritado e explica que não brinca em serviço e que como a viagem foi a 6 meses seus parentes que são nômades podem se lembrar se viram o desaparecido, eles continuam a viagem e param em algumas iurtas (casas dos nômades que parece uma barraca redonda e branca, bem grandes, parecem barracas mais luxuosas, nas casas que eles passam eles são convidados, na maioria a entrar e aproveitam para pedir informações, eles também sempre comem ou bebem algo quando param nessas iurtas, a bebida normalmente é um chá com leite salgado e comem bolinhos fritos, então eles chegam a iurta dos familiares de Purevbaatar, Purevbaatar pergunta a família se viram Shagdarsouren, que era um nômade que sem querer o desaparecido havia encontrado, eles vão atrás desse Shagdarsouren, quando o encontram o ocidental vê uma foto do desaparecido e perguntam a ele se sabe onde ele está, ele responde que o rapaz sumiu no caminho de volta, e que estava atrás de uma paisagem, Purevbaatar pergunta sobre um monge que Shagdarsouren tinha falado sobre ele na ultima vez que se viram, esse monge fala que tem o “caderno onde o KHAMBA teria escrito onde estava o ANTI-BUDA, só que ele teria sofrido um acidente e teria entregue a um CAZAQUE, o ocidental e Purevbaatar vão atrás do monge para saber onde está o manuscrito (caderno), o ocidental está com a pulga atrás da orelha com Purevbaatar, eles vão atrás do monge e esse vive mudando de cidade e construindo templos, que nem sempre acabam e nem funcionam, eles descobrem que o monge se mudou e eles foram atrás dele, mas como era muito longe acabaram indo dormir as margens de um Lago, de noite Bauaa falou que iria consertar o jipe, mas na verdade iria comer, mais a noite apareceu um bando de jovens arruaceiros e dizem que estão procurando outro carro, eles decidem então ir nadar no rio, cujas águas estavam muito geladas, Purevbaatar diz que conhece um deles que é ex-lutados, eles ficam fazendo algazarra só para deixar eles irritados, ai eles saíram da água, ligaram o rádio e começaram a beber, o ocidental fica irritado, mas Purevbaatar fala para ele se acalmar, à meia-noite os arruaceiros entram no carro e vão embora, e vão para outra margem onde ficam correndo de carro, de manhã eles vão para um vilarejo onde mora um primo do monge, e onde eles acreditam estar o monge, ao chegar no vilarejo eles vão para o centro de cultura em busca de alguém que conhecesse o primo do monge que era cantor, ao chegar lá descobriu que o lugar havia virado um centro de jogatina uma espécie de cassino, onde os homens faziam apostas e jogavam bilhar, eles então foram falar com o secretário de cultura, o secretario fez questão de levá-los a caso do primo do monge, eles perceberam que o secretário ficou com o pé atrás pensando que eles iram denunciar o “cassino”, quando eles chegaram na casa do primo do monge, o monge não estava então eles o esperaram, na casa do primo do monge havia um japonês que fazia aulas com o primo do monge, esse falou que não conhecia nenhum monge, oquê fez o ocidental ficar com a pulga atrás da orelha com essa história, quando o monge chegou, o ocidental viu Purevbaatar falar com esse monge, o monge disse que lembrava de um brasileiro que passou com Purevbaatar a meses e que não sabia onde ele estava, e também disse que ele tinha entregue o manuscrito a um falcoeiro cazaque, Purevbaatar perguntou de era um homem chamado Baitolda, Purevbaatar falou que a única chance de saberem onde o desaparecido estava era ir atrás desse falcoeiro pois certamente o desaparecido que estava intrigado com aquela história de manuscrito teria ido até ele, meses antes Purevbaatar tinha falado com Baitolda e esse teria afirmado a história do monge, então eles foram atrás de Baitolda, eles foram embora logo pois não queriam reencontrar o secretário de cultura, eles pararam em uma cidadezinha para dormir, logo de manhã seguiram viajam mas chuvia muito, então tiveram que parar na primeira iurta que viram, dentro dela estava uma família onde todos estavam envolta do fogareiro, nessa hora o ocidental começa a perceber como ele jugava mal as pessoas, pois os nômades eram muito hospitaleiros e também percebeu o valor das outras culturas, Purevbaatar pergunta por Baitolda, eles falam que tem alguns cazaques falcoeiros perto da geleira, eles partem então, até que param em outra iurta, onde só há mulheres e crianças, e então o ocidental fica pensando se essa família é uma das quais Purevbaatar falou que são formadas apenas por mulheres que foram estupradas e então tem que construir uma família sozinhas, eles segue para outra iurta onde esta um casal de cazaques e eles falam que Baitolda está perto, então partem em busca desse, eles param no dia seguinte em uma IURTA CAZAQUE e perguntam de Baitolda e os cazaques respondem que eles esta logo a frente e que podem levá-los por dinheiro (sempre pedem dinheiro), quando encontram mais a frente o filho de Baitolda que os leva ao pai e também pede dinheiro e dessa vez eles pagam, ao chegar na iurta de Baitolda, ele começa a falar sobre como é ser um falcoeiro e de sua ave, nessa hora o filho de Baitolda pergunta a Purevbaatar se eles vão pagar e esse diz que não, então quando o ocidental pergunta de manuscrito, Baitolda fala que não sabe de nada, depois Purevbaatar conta ao ocidental que o filho de Baitolda pediu dinheiro e então entendem que aquela história é papo para impressionar turista, eles perguntam a Baitolda se lembra do desaparecido e ele diz que não lembra de nada, mas meses atrás o desaparecido e Purevbaatar tinham passado por lá, como até esse momento Purevbaatar não tinha falado ao ocidental que o filho de Baitolda tinha pedido dinheiro, Baitolda “joga” o ocidental contra o guia, fazendo o ocidental pensar que quem mentiu foi o guia, então eles brigaram e não se falaram até o final da tarde, eles acamparam perto de um lago, logo de manhã passou um homem com jeito meio estranho, parecendo um frankstein, ele esta com seu filho e estava a cavalo, ele se chamava Kuidabergen, o ocidental fala que ele parecia um ogro, depois das perguntas costumeiras o ogro convida eles a pousarem em sua casa, mas eles não aceitam, então ele pede que ele por favor encham uma vasilha de água e levem para ele no dia seguinte, o ocidental aceita e o ogro explica onde fica sua casa, Purevbaatar fala que não confia nos cazaques (o ogro era cazaque) e conta que quando ele e o desaparecido passaram a meses atrás na casa de Baitolda ele disse que na verdade quem salvou o KHAMBA (aquela história da monja) na verdade fui um monge que tinha tida relações sexuais em uma cerimônia com o KHAMBA e o monge mostrou ao KHAMBA uma tatuagem em seu pênis em forma da deusa Narkhajid, e que não foi que o KHAMBA tinha visto a deusa e sim que tinha ficado chocado com a tatuagem, Baitolda falou isso só para insinuar que os MONGOIS eram GAYS, por isso Purevbaatar não gostava de Baitolda,na manhã seguinte levaram a água para o ogro, ele morava em uma casa velha com a mulher e os filhos, quando o ocidental chegou com a vasilha de água ele mandou o filho ajudar, o ocidental achou que o ogro era preguiçoso, mas na verdade o ogro não tinha o braço direito, então o ocidental e o guia entraram para tomar um chá, e queriam ir embora, mas o ogro falou para eles esperarem um pouco, de repente entra uma homem parecendo mendigo, ele era o DESAPARECIDO, o ocidental fica feliz, eles voltam para o Brasil. Ai o narrador volta ao inicio da história e fala que já se passaram sete dias da morte do ocidental, e então ele vai a missa de sétimo dia, ao chegar lá vê um homem ao lado da mulher do ocidental, ai pergunta para um amigo quem é, o amigo responde que é o meio irmão dele, fala que é um irmão que ele encontrou na Mongólia, o narrador descobre então que o desaparecido e meio irmão do ocidental, descobre que o ocidental era filho de uma mulher solteira e que o não nunca o aceitará como filho, ai um dia ele foi atrás do pai e o pai o expulsou do seu escritório, ao sair ele viu o meio irmão dele que tinha na época cinco anos, ele era o desaparecido, e por isso o ocidental não queria ir à Mongólia, ai no final o narrador fala que ele se sente responsável pela reunião dos irmãos, pois ele forçou o ocidental a ir à viagem.
PERSONAGENS:
• Diplomata - Narrador - Quem conta a historia. • Ocidental – Morre no começo do livro, ele é o vice-cônsul do Brasil na China, e foi chamado para ir procurar um viajante que havia se perdido na Mongólia. • Desaparecido ou Buruu nomton (significa desajeitado) – É um fotógrafo de uma revista, e foi mandado a Mongólia para tirar fotos, mas pouco antes de embarcar de volta para o Brasil, decidiu fazer outra viagem e acaba se perdendo. • Ganbold – Foi um dos guias que trabalharam para o desaparecido, trabalhou para ele só na 1ª viagem, e deixou ele no aeroporto para ir para o Brasil, mas ele decidiu ir em outra viagem. • Purevbaatar – Foi o 2º guia a trabalhar para o Desaparecido e é o que viajou com o Ocidental atrás do Desaparecido. • Naro Hajodma ou Narkhajid – É uma deusa do BUDISMO MONGOL que é vermelha, tem três olhos, tem um colar de cinqüenta crânios, tem a vagina exposta e entreaberta, em uma das mãos possui um cutelo, e no outro um crânio cheio de sangue do qual ela bebe, com o pé direito pisa em um corpo vermelho e com o esquerdo em um corpo negro, e dois esqueletos dançam entre suas pernas. Sua história é contada a seguir.
História de Naro Hajodma – Ela era um moça muito materialista e só pensava nos prazeres e coisas mundanas, e um dia recebeu uma herança, mas não queria dividir ela com ninguém da família, então recorreu a um xamã (um tipo de bruxo) e pediu a ele que livra-se ela de todos os que tinham direito a herança, após isso foi para casa, ao chegar lá viu que toda sua família tinha morrido, então ela ficou desesperada, e saiu atrás de um mestre que pudesse mostrar um jeito dela ser perdoada e purificada da culpa, o mestre a aconselhou a se isolar do mundo, e durante anos Naro Hajodma se recolheu e meditou nas montanhas, uma dia voltou a cidade e avistou algumas prostitutas, tentou convencê-las de que aquilo era errado, mas ninguém levou a sério, e começaram a rir dela, e para convencê-las do poder da vontade e da sua purificação ela bebeu o sangue de um bandido, ficou toda vermelha, mas não morreu, então todos decididos de sua pureza decidiram segui-la.
• Kuidabergen ou “Ogro” – Era um homem que morava com sua família entre as montanhas, ele é manco, não tem um dos braços (o direito), ele encontrou o desaparecido desmaiado, e o levou para casa, lá ele se recuperou e começou a ajudar a família, mas não falou uma palavra (o desaparecido) desde que se recuperou, o ogro viu no ocidental um emblema com a bandeira do Brasil, então se lembrou que o rapaz que ele tinha achado também tinha esse emblema, então pediu e fez questão que o ocidental fosse em sua casa para ver e levar o rapaz de volta para casa, ele tinha esperado bastante tempo para que aparecesse um estrangeiro que pudesse levar o rapaz para casa.
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