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O livro conta a história de John Daily, um superocupado gerente-geral de uma grande indústria de vidro plano, ou seja, um homem de negócios bem-sucedido.Tinha também uma linda mulher, Rachel, com quem era casado há dezoito anos. Sua mulher sofria de infertilidade e como eles queriam muito ter um filho, adotaram um menino assim que ele nasceu e deram-lhe o nome de John Jr. Dois anos depois, Rachel inesperadamente ficou grávida e eles tiveram uma menina, Sara."Simeão" era um nome que perseguia John desde que ele nasceu. Quando criança, foi batizado na Igreja Luterana local. A certidão de batismo mostrava que o versículo da Bíblia escolhido para a cerimônia pertencia ao segundo capítulo de Lucas, a respeito de um homem chamado Simeão. De acordo com Lucas, Simeão foi "um homem muito correto e devoto, possuído pelo Espírito Santo". Quando foi crismado ao final da oitava série, o pastor escolheu um verso da Bíblia para cada candidato e quando chegou a sua vez, o mesmo trecho de Lucas sobre Simeão. "Coincidência", ele pensou na época. Logo depois - e durante os vinte e cinco anos seguintes - John teve sempre o mesmo sonho. No sonho é tarde da noite e ele está completamente perdido, correndo num cemitério. De repente, um homem vestido com um manto negro aparece. Quando esse homem esbarra nele, o homem agarra-o pelos ombros, olha-o nos olhos e grita: "Ache Simeão - ache Simeão e ouça-o!" Ele sempre acordava nessa hora, suando frio.Para completar no dia seu casamento o pastor se referiu a essa figura bíblica durante sua breve homilia.Na realidade, John nunca soube ao certo se havia algum significado para todas essas "coincidências" envolvendo o nome de Simeão. Sua mulher sempre esteve convencida de que havia. A vida para John parecia equilibrada em todos os sentidos, até que de repente, sua família começou a se desestruturar. Os negócios não estavam indo bem, o relacionamento com os filhos também não e sua mulher estava infeliz no casamento e que suas "necessidades" não estavam sendo satisfeitas. John estava fracassando como chefe, pai e marido. Até que um dia, Rachel sugeriu que ele conversasse com o pastor da igreja que eles freqüentavam. O pastor sugeriu que John participasse de um retiro num pequeno mosteiro cristão chamado João da Cruz, localizado perto do lago Michigan. Explicou a John que o mosteiro abrigava de trinta a quarenta frades da Ordem de São Bento e que eles tinham três premissas: oração, trabalho e silêncio. O pastor também disse que um dos frades era Leonard Hoffman, um ex-executivo de uma das maiores empresas dos Estados Unidos que abandonou tudo em busca de um novo sentido para a sua vida. Isto chamou a atenção de John, pois ele sempre quisera saber o que tinha acontecido com o lendário Len Hoffman. Quando John chegou em casa, contou a Rachel o que o pastor havia lhe sugerido e ela sorriu dizendo que era isso que ela também iria sugerir para ele. John resistiu o quanto pôde, mas no fundo ele temia que Rachel o deixasse caso ele nada fizesse.Rachel dirigiu durante seis horas até o mosteiro e John se manteve quieto por quase toda a viagem, demonstrando que não estava feliz com a perspectiva de passar uma semana num mosteiro sombrio.Eles chegaram a entrada de João da Cruz ao anoitecer. John achou o cenário lindo, mas não disse nada a Rachel, querendo que ela tomasse contato com o seu sofrimento.John pegou sua bagagem e dirigiu-se até a recepção. Chegando lá, foi recebido por um senhor de meia-idade, o padre Peter. Peter informou a John que os hóspedes daquela semana eram três homens e três mulheres e que como havia somente três quartos, as mulheres ficariam com o quarto de número um, o maior de todos, que o hóspede do exército ficaria com o quarto dois só para ele e que ele dividiria o quarto de número três com Lee Buhr. Explicou também que além das cinco cerimônias religiosas diárias, eles teriam aula durante sete dias, das nove às onze da manhã e das duas às quatro da tarde e que nas horas vagas eles poderiam passear, ler, estudar, conversar com os guias espirituais, descansar... e que a única área interditada é a clausura, onde os frades comem e dormem. John perguntou a Peter por que ele se referia a alguns frades como "irmãos" e a outros como "padres". Peter disse que os chamados de "padre" são sacerdotes ordenados e que os chamados "irmãos" são leigos de diferentes setores, e que todos eles fizeram votos de trabalhar juntos e compartilhar suas vidas. Disse também que os nomes deles são escolhidos pelo reitor quando eles fazem esses votos. John comentou com Peter que gostaria de conhecer Len Hoffman e conversar sobre alguns assuntos com ele. Peter buscou na memória o nome Len Hoffman, tentando lembrar o seu novo nome. Ele disse que iria encaminhar o seu pedido e que o curso de liderança iria ser dado por Len Hoffman. Quando John estava começando a subir a escada para ir para o seu quarto Peter acrescentou: a propósito John, há dez anos o reitor deu a Len Hoffman o nome de irmão Simeão. Sentindo-se um pouco atordoado, John teve a sensação de já ter vivido um momento semelhante. "Irmão Simeão?, ele pensou. "Que coisa esquisita". Na manhã seguinte, John acordou às cinco horas e arrumou-se rapidamente e foi para a cerimônia das cinco e meia. Depois de aproximadamente vinte minutos, a cerimônia terminou e John ficou olhando para os rostos, tentando distinguir Len Hoffman.John caminhou em direção a biblioteca, onde foi pesquisar na internet artigos sobre Leonard Hoffman, ficando fascinado com as informações que encontrou. Após a missa das sete e meia John resolveu ir até o seu quarto buscar um agasalho, quando ao ouvir um barulho vindo do banheiro deu de cara com Len Hoffman, o irmão Simeão, tentando consertar um vazamento no vaso sanitário. John ao mesmo tempo que ficou surpreso ao ver Simeão tentando consertar o vaso sanitário, também ficou muito feliz.Na manhã seguinte o grupo teve a primeira das sete aulas iriam ter. Simeão apresentou-se dizendo também que para ele seria um privilégio estar compartilhando com o grupo alguns princípios de liderança que mudaram a sua vida e depois pediu que cada um dos seis participantes se apresentasse brevemente. O primeiro a apresentar-se foi Lee Buhr, ministro batista de de Pewaukee, no Wisconsin, seguido por Greg, um jovem sargento do exército bastante vaidoso, Teresa, de origem hispânica, diretora de uma escola pública falou a seguir, depois Chris, uma mulher negra, alta e atraente, treinadora do time de basquete da Universidade Estadual de Michigan, depois Kim, uma enfermeira-chefe do Centro Neonatal do Hospital Providence no sul do Estado e por último, John.Nestes sete dias que passaram juntos discutindo sobre liderança, irmão Simeão defendeu que a base da liderança não é o poder e sim a autoridade, conquistada com amor, dedicação e sacrifício. Defendeu também que o respeito, a responsabilidade e o cuidado com as pessoas são virtudes indispensáveis a um grande líder. Disse que ouvir é uma das habilidades mais importantes que um líder pode escolher para desenvolver e que acima de tudo que para liderar é preciso estar disposto a servir. Simeão também disse que todos do grupo têm cargos de liderança e pessoas confiadas aos seus cuidados e que por isso ele iria desafia-los a refletir sobre a terrível responsabilidade que eles assumiram quando optaram por serem líderes. Disse que o papel do líder é extremamente exigente. Juntos discutiram o conceito de liderança, poder, autoridade, paciência, bondade, humildade, respeito, abnegação, perdão, honestidade, compromisso. Discutiram sobre paradigmas, que eles tanto podem salvar vidas quando usados adequadamente como podem se tornar perigosos se os tomarmos como verdades absolutas, pois eles são padrões psicológicos, modelos ou mapas que usamos para navegar na vida. Falaram sobre também sobre a práxis, tomando-a como exemplo na cura de casamentos. Que se o casal em crise passar a se tratar como no tempo em que estavam "apaixonados", fazendo tudo o que o outro gostava, apesar de ser uma tarefa difícil, muitos casais conseguem retomar os antigos sentimentos, ou seja, os sentimentos virão em conseqüência do comportamento. No fim do sétimo encontro, Simeão fez uma oração para cada um do grupo, pedindo que todos tenham avançado alguns passos em sua jornada como resultado do tempo em que passaram juntos. Disse que pequenos passos podem não fazer muita diferença numa jornada curta, mas que para a longa jornada da vida são capazes de coloca-los num lugar completamente diferente.Aí os seis participantes almoçaram juntos antes de se despedir. As lágrimas rolaram livremente e combinaram de se encontrar dali a seis meses. Antes de partir, John despediu-se de Simeão e foi esperar sua mulher Rachel, lágrimas brotaram em seus olhos enquanto ele olhava o lago Michigan pela última vez.Quando Rachel chegou eles se abraçaram longamente, ela brincou, dizendo não se lembrar da última vez em que o soltou primeiro e ele disse: apenas um primeiro passo em uma nova jornada.
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