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Resumos
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Escrito por Hindemburgo Dobal Teixeira
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Dom, 22 de Março de 2009 12:44 |
Aqui, Dobal enfoca a beleza histórica da cidade de São Luís, com suas ruas, praias, seus casarões coloniais e museus. Todavia, o eu lírico assume uma postura de preocupação diante do descuido para com o legado arquitetônico desta cidade: Os Signos e as Siglas
Dobal traça um perfil crítico da cidade de Brasília. É um espaço de contrastes - de um lado, a indiferença e a exclusão para com os menos favorecidos:
Proletários Na luz do Plano-Piloto na paisagem calculada na pobreza proibida de poluir a cidade.
Vêm: de todas as batalhas das várias cidades-satélites da vária desfortuna dos sertões, das montanhas, dos campos esgotados.
Não são fantasmas diurnos: são os camelôs da vida os bóias-frias urbanos os subzeros que nem a morte vai redimir.
Do outro, o oposto:
"Vai a tarde envelhecendo estes desejos incertos e aqui nestes mistérios nestas mansões e moradas desenvolve o desespero."
(A Cidade e as Siglas)
O meio urbano inspira no eu lírico um sentimento melancólico. Imersas neste quadro, as pessoas passam apáticas na paisagem de concreto, mantendo um pouco de esperanças em suas vidas. Esta sensação de abatimento é representada pelo pôr-do-sol:
Crepúsculo Silencioso Solitário Sinistro Um sol-poente Celebra o suicídio da tarde.
Ephemera
O poema de abertura que dá título ao livro pode se configurar como um guia na compreensão desta obra:
Ephemera Por todo o sempre embalado nas canções da noite, um homem diante dos mistérios do mundo.
Nos portais do dia os fogos da manhã: um homem e seu desejo de paz no escuro espaço além do céu.
Os caminhos do vento nas planuras da tarde: um homem existindo resistindo como as vagarosas nuvens do verão.
No texto, o eu lírico assume três posturas diante da existência que se fazem presentes no livro.
Cada posicionamento está vinculado a um determinado instante:
A Noite (1a estrofe) - simboliza o período de reflexão diante "dos mistérios do mundo.":
A Manhã (2a estrofe) - é "o fogo", a energia para o (ré) começo, além do equilíbrio - "desejo de paz".
O Dia (3a estrofe) - representa a monotonia, a lentidão e a tristeza. É a preparação para a meditação (A Noite) acerca da vida.
Embora mostrada em três etapas, a existência humana é uma, em um processo cíclico de renovação, para se chegar à incerteza diante de nossas realizações.
O tema amoroso é outro tópico ressaltado. O amor e a paixão possuem aqui um aspecto comum - a efemeridade - sendo também um processo cíclico:
"Na calma da tarde vem um pensamento. Partir para sempre. Só. No adeus do vento. (...) Turva calmaria afunda o verão. Naufragado amor. O amor é somente uma dessas cousas que vêm e que vão."
(Amor) Paixão
Esta súbita paixão pelos retratos de adolescência de Luiza Goulart.
Seu rosto rosado, seus lábios tensos, seus olhos intensos, tudo o que a vida lhe tomou e que hoje esta paixão me devolve.
Considerações Finais:
Hindemburgo Dobal Teixeira. Dotado de uma linguagem precisa , enxuta e concisa, pouco recorre às figuras de linguagem e recursos reiterativos . Há um equilíbrio entre conteúdo e forma na poesia de Dobal , não enfatizando a métrica e a rima em seu trabalho poético.
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